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Taxa de câmbio e seus componentes

A taxa de câmbio é o preço de uma unidade monetária de um Estado, expressa na unidade monetária de outro Estado. Existem vários tipos de taxa de câmbio:
  • por meio de regulamento: fixa, flutuante (formada pela oferta e demanda) e instável (determinada dentro dos limites de uma faixa de negociação);
  • pelas variedades do mercado: atuais, urgentes (forwards, futuros e opções).
À primeira vista, pode parecer que a taxa de câmbio é um habitual coeficiente de conversão de moedas que se forma em conformidade com a lei da oferta e da demanda. No entanto, é o poder de compra da moeda – que dita os preços das mercadorias, serviços e investimentos – que forma a base do valor da taxa de câmbio. Esta categoria econômica é característica da produção mercantil e reflete a sua relação com mercado mundial. Tendo em conta que o valor é um conceito universal que expressa as condições econômicas da produção de bens, a comparação entre as unidades monetárias dos diferentes países baseia-se na relação de valor que surge no decorrer da produção e da troca. A taxa de câmbio permite aos produtores e consumidores dos bens comparar os preços nacionais com os preços em outros países. O resultado desta comparação pode determinar o quanto é ou não rentável e sensato desenvolver a produção de determinado bem ou serviço nesse país. A taxa de câmbio subordina-se plenamente à lei do custo, comparando a relação da economia nacional com a mundial.

Ao entrar no circuito do mercado mundial, a produção nacional é avaliada com a ajuda da medida internacional do valor. Assim, a taxa de câmbio permite a troca das mercadorias na economia mundial. Na base dos preços mundiais está o preço internacional da produção, que se baseia naqueles preços formados nos países que fornecem os produtos aos mercados mundiais.

A taxa de câmbio permite:

  • Realizar uma troca mútua de moeda no processo de produção, circulação de capitais e de créditos. O exportador da mercadoria troca o que ganhou em moeda estrangeira por moeda local, uma vez que no território nacional as moedas estrangeiras não podem ser utilizadas como meio de pagamento. Para comprra e pagar os serviços no estrangeiro, o importador troca a moeda nacional por moeda estrangeira. Já o devedor necessita de moeda estrangeira para pagar as dívidas e os juros sobre os empréstimos.
  • Comparar os preços nos mercados mundiais e nacionais, bem como os parâmetros de custos dos diferentes países, na moeda nacional ou em moeda de outro país.
  • Realizar a reavaliação periódica das contas de bancos e empresas em moeda estrangeira.
A determinação da taxa de câmbio nominal é regulada pelo grau de participação do Estado e é denominado de regime cambial. Distinguem-se os mecanismos administrativo e mercantil de formação da taxa.

O mecanismo administrativo é a forma plural das taxas de câmbio, isto é, a existência de relações de taxas de câmbio diferentes para diferentes tipos de grupos de produtos e regiões. O mecanismo administrativo permite reduzir a inflação e acumular reservas de ouro e, por isso, é utilizado como um estabilizador em tempos de crise. Ele surge como uma medida temporária na via da normalização da situação da economia e de transição para um mecanismo mercantilista de formação da taxa de câmbio. Este mecanismo foi usado pela primeira vez durante a Grande Depressão de 1929-1933, quando o ouro deixou de ser reconhecido como o único padrão de valor da moeda.

O mecanismo de mercado se divide em três tipos:
  • Fixo, no qual todos os países têm taxa de câmbio fixa. Cada país fixa o valor da moeda nacional, sem quaisquer desvios em relação à moeda estrangeira. Essas moedas, às quais se liga a moeda nacional, são o Euro e o Dólar. Atualmente, todos os países da União Europeia têm uma fixação de cem por cento. As suas moedas nacionais possuem as taxas de câmbio fixas face ao euro.
  • De flexibilidade limitada, o estabelecimento de certas relações entre as moedas nacionais que, de acordo com as regras definidas, permite pequenas variações na taxa de câmbio. Um exemplo de flexibilidade limitada da taxa de câmbio é a criação de uma faixa de negociação, quando para a estabilização do sistema financeiro da moeda nacional se estabelecem limites de flutuação cambial.
  • Taxa de câmbio com flexibilidade elevada.  Estas taxas de câmbio são moldadas pela oferta e a demanda e se dividem em várias categorias: de flutuação controlada, livremente flutuantes e ocasionalmente corrigidas.

O que afeta a taxa de câmbio?

A taxa de câmbio, como qualquer preço, se caracteriza pelo desvio do custo inicial sob a ação da oferta e da demanda, o qual, por sua vez, depende de muitos fatores. A taxa de câmbio está ligada a um grande número de categorias econômicas: preço, custo, dinheiro, balança de pagamentos, entre outros.  Estes fatores estão todos estreitamente relacionados entre si e se torna difícil destacar qualquer um deles em relação aos demais.  No entanto, os principais são os seguintes:
  1. Taxa de inflação. O eixo da taxa de câmbio, que reflete a lei do valor, é o rácio da moeda na paridade com o poder de compra. Isto explica a influência do nível de inflação sobre a taxa de câmbio, que se revela inversamente proporcional, isto é, a redução do ritmo de inflação no país leva ao aumento da taxa de câmbio da moeda nacional. A depreciação do dinheiro provocada pela diminuição do poder de compra torna a taxa de câmbio da moeda nacional inferior em relação às moedas dos países onde não existe tão elevado ritmo de inflação. Essa tendência se verifica no planeamento a médio e longo prazo. Normalmente, são  necessário dois anos para se dar o alinhamento da taxa de câmbio e levá-la à paridade com o poder de compra. A razão reside na incapacidade de ajustamento diário da taxa em relação ao poder de compra, bem como na ação de outros fatores formadores da taxa cambial.
  2. Balança de Pagamentos. O valor da taxa de câmbio está exposto à influência directa da balança de pagamentos. Em caso de balança de pagamentos com saldo ativo, a taxa de câmbio aumenta, devido ao aumento da sua demanda por parte dos devedores estrangeiros. Em caso de balança de pagamentos com saldo passivo, a taxa de câmbio terá tendência a cair, já que os devedores internos tentarão cumprir com as suas obrigações externas e, para tal, precisam vender a sua produção em moeda estrangeira. O peso da influência da balança de pagamentos em divisas sobre a taxa de câmbio dependerá do grau de abertura da economia. Um grau de abertura elevado (cota das exportações no PIB) cria uma alta elasticidade da taxa de câmbio em relação à balança de pagamentos. Um papel importante desempenha também a política econômica de gestão dos principais componentes da balança de pagamentos: da conta de circulação de capitais e da conta corrente. A balança comercial pode alterar o valor das taxas, das cotas comerciais, das restrições à importação, dos subsídios à exportação, etc. O saldo positivo da balança comercial aumenta a demanda por moeda desse país, o que traz consigo um aumento da taxa de câmbio da moeda nacional; com a balança comercial negativa verifica-se o processo inverso. Um grande impacto sobre o movimento de capitais têm as taxas de juros internas e o incentivo ou restrição às exportações/importações. A taxa de câmbio da moeda nacional depende da alteração do saldo da balança na circulação de capitais, que coincidirá em tendência com o da balança comercial. No entanto, a entrada excessiva de capitais a curto prazo no país tem também um impacto negativo. Ela pode aumentar demais a quantidade de dinheiro em circulação, o que levará à desvalorização da moeda nacional e ao aumento geral dos preços
  3. Diferença nas taxas de juros entre os países. Existem duas causas condicionantes da influência deste fator sobre a taxa de câmbio. A primeira é o impacto da alteração das taxas de juros na circulação internacional de capital a curto prazo. As taxas de juros elevadas incentivam a entrada de capital estrangeiro, enquanto a sua redução leva à respetiva saída do mesmo. Assim, o capital estrangeiro entrará em um país que pratique taxas de juros reais elevadas, o que provocará um encarecimento da sua moeda nacional. A instabilidade da balança de pagamentos aumentará a circulação de capitais especulativos. A segunda causa da influência da taxa de juros sobre a taxa de câmbio está no impacto da primeira no mercado das operações cambiais e no mercado de capitais de empréstimo. Ao efetuarem as suas operações, os bancos irão necessariamente levar em conta a diferença das taxas de juro nos mercados de capitais globais e nacionais. O objetivo dos bancos é obter empréstimos mais baratos no exterior e disponibilizar no mercado interno o dinheiro obtido a taxas de juro mais elevadas. No entanto, o aumento nominal das taxas de juros internas leva a uma queda na demanda por moeda nacional, uma vez que os empréstimos se tornam comercialmente caros. Fazer um empréstimo com essas condições significa aumentar o custo da sua produção e, por conseguinte, o preço da mercadoria. Isso leva à desvalorização da moeda nacional em relação à moeda estrangeira.
  4. Funcionamento dos mercados cambiais e realização de operações financeiras especulativas. Se na taxa de câmbio de uma moeda se verificar uma tendência descendente, todos tentarão trocá-la por uma moeda mais estável, o que agrava a posição já por si enfraquecida dessa moeda. O mercado Forex reage de imediato às alterações econômicas e políticas e às flutuações cambiais. Assim, aumentam as probabilidades de especulação cambial e a circulação de capitais especulativos.
  5. Grau de confiança na moeda nacional nos mercados interno e externo. Esta confiança depende da situação política e econômica do país, bem como dos fatores acima enunciados que exercem influência sobre a taxa de câmbio. Aqui são levados em conta não apenas o crescimento econômico, a inflação, o nível de poder de compra da moeda e a oferta e demanda, mas as dinâmicas futuras de todos estes fatores. Por vezes, a expectativa do anúncio dos resultados oficiais das eleições ou das balanças comerciais e de pagamentos é suficiente para operar acentuadas flutuações nas taxas de câmbio. No mercado cambial, qualquer notícia de caráter político, qualquer boato, etc., pode alterar as prioridades.
  6. Política monetária. A regulação estatal e do mercado pode influenciar a dinâmica da taxa de câmbio. A taxa de câmbio, que se forma sob ação da lei da oferta e da demanda, é acompanhada por bruscas variações cambiais. É no mercado que se forma a taxa de câmbio real, que é um indicador das condições econômicas, monetárias, de crédito, de financiamento e do nível de confiança na moeda. Ao intervir na regulação da taxa de câmbio da moeda nacional, o Estado está com isso exercendo a sua política econômica e monetária. O aumento ou diminuição da taxa de câmbio com a ajuda de intervenção estatal tem sempre como objetivo a concretização de uma determinada política monetária.
  7. Renda nacional. A taxa de câmbio e a renda nacional estão sujeitas à influência dos mesmos fatores. Por exemplo, o crescimento da oferta de bens aumenta a taxa de câmbio, enquanto o aumento da demanda doméstica a diminui. A longo prazo, quanto maior for a renda nacional, mais elevada será a taxa de câmbio. Este padrão terá um sentido inverso se considerarmos a curto prazo a ação do capital crescente da população sobre a taxa de câmbio.
  8. Fatores conjunturais. Podem afetar significativamente a taxa de câmbio da moeda nacional a curto prazo. Assim, a taxa de câmbio é diretamente afetada pelas projeções relativamente às perspectivas de desenvolvimento econômico, pelas alterações dos deficits do comércio exterior no orçamento e pelo sentimento geral dos atuantes do mercado monetário. Uma influência também muito grande sobre a taxa de câmbio podem ter os altos e baixos da atividade empresarial no país. Existem muitos exemplos disso. Por exemplo, no final de 1996, o volume de negociação na bolsa cambial interbancária de Moscou aumentava diariamente. O motivo foi a longa pausa que se previa nos mercados cambiais por causa dos festejos do Ano Novo.