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Fases do ciclo econômico

Os ciclos económicos são períodos que se repetem periodicamente e que surgem no processo de desenvolvimento de uma economia de mercado. O crescimento econômico é sempre acompanhado por flutuações periódicas da atividade econômica: uma alternância entre a prosperidade e a recessão nos volumes de produção, investimentos, níveis de renda, preços, taxa de desemprego, taxas de juros, cotização de títulos financeiros. Distinguem-se quatro fases sucessivas no ciclo econômico: declínio, depressão, recuperação e boom.

Recuperação
A fase de recuperação ocorre após se chegar ao ponto mais baixo da depressão. Esta fase se caracteriza pelo aumento da produção e diminuição da taxa de desemprego. Enquanto a economia não atingir a capacidade produtiva plena, o nível de inflação será baixo.

Boom
Este é o ponto mais alto de todas as fases do ciclo econômico. Nele a taxa de desemprego atinge o nível mínimo ou mesmo desaparece, a economia opera em potência plena e todos os recursos de trabalho e capital disponíveis no país são engajados na produção. Via de regra, as pressões inflacionárias nestes períodos aumentam.

Declínio
Este é o período em que diminui o volume da produção e a atividade empresarial. Se caracteriza por um aumento do desemprego. Em declínio será considerado o país no qual se verifique uma quebra na actividade empresarial durante mais de seis meses consecutivos.

Depressão
A depressão é o "ponto mais baixo" ao qual caem a produção e a percentagem de pessoas empregadas. A depressão acaba sendo o precursor e parte final do declínio, já que este último não dura muito tempo. No entanto, houve exceções a essa regra. Uma delas foi, por exemplo, a crise econômica dos anos 30, que durou quase dez anos, apesar das constantes flutuações na atividade empresarial.

Ciclos longos – são os ciclos que duram mais de 10 anos. Muitas vezes são batizados com o nome dos pesquisadores que os estudaram:

• 7-11 anos - ciclos de investimento, estudado por Juglar Clemente;
• 15-25 anos - ciclos de investimento em infra-estrutura, estudado por Simon Kuznets;
• 45-60 anos - ciclos de Kondratiev;
• 200 anos – ciclos de Forrester.

Os ciclos econômicos variam na duração, na intensidade do mínimo e abrangência do máximo e na duração das fases. Na economia moderna se verifica a suavização das flutuações econômicas. Os períodos entres as crises são cada vez maiores, ao mesmo tempo que a sua intensidade e impacto negativo vai diminuindo. A crise está cada vez mais sendo substituída por uma forma mais branda de declínio: a recessão.

Além do ciclo econômico, existem outros factores que influenciam o estado da economia.  Os mais importantes deles são as tendências a longo prazo e as oscilações sazonais. A influência das oscilações sazonais é notória em determinados períodos do ano, como, por exemplo, em vésperas do Natal ou Páscoa, quando a atividade comercial aumenta drasticamente. As oscilações sazonais fazem se sentir também em ramos industriais, como o automobilístico, a agricultura e a construção civil. Tendências que se formaram ao longo de séculos determinam a diminuição ou aumento dos ritmos do crescimento econômico a longo prazo.

Muitas vezes, o ciclo económico se encontra ligado à alteração do volume da produção. Os especialistas acreditam que o nível da produção, expressa no PIB, é o indicador mais fiável do estado econômico de um país. É importante notar que a fase de recuperação se caracteriza não tanto pelo crescimento do PIB, quanto pela taxa deste crescimento. Taxas de crescimento negativo do PIB nos últimos seis meses são um sinal claro de recessão na economia. Taxas altas, pelo contrário, mostram como está forte a recuperação económica do país.

Os ciclos da atividade econômica pertencem aos ciclos econômicos de 10 anos de duração. Eles acontecem no background de ciclos de 50-60 anos. Estes ciclos maiores são chamados de ciclos de Kondratiev, em nome do economista russo que os descobriu. Os grandes ciclos são constituídos por duas ondas de flutuação da conjuntura econômica: a descendente e a ascendente. O período de duração de cada um pode ir até aos 30 anos. O progresso técnico e as alterações estruturais da produção formam a base dos grandes ciclos de crescimento econômico. A quinta onda do ciclo de Kondratiev é a de transição para a sociedade pós-industrial dos países desenvolvidos. A sua fase de recuperação está relacionada com a reestruturação da estrutura econômica na base da tecnologia de ponta.